Parque Drilon
Uma Paisagem Hídrica de Comunidade, Ecologia e Renovação
Entre os lagos gêmeos de Ohrid e Prespa, o Parque Drilon ocupa uma paisagem de rara riqueza ecológica e cultural. Antigamente inacessível e degradado, o parque passou de enclave privado a fragmento negligenciado dentro de um parque nacional. A sua recente regeneração representa um ponto de viragem: o Parque Drilon foi transformado num espaço público aberto, inclusivo e conectado, onde a restauração ecológica e a participação social caminham juntas.
Entre os lagos gêmeos de Ohrid e Prespa, o Parque Drilon ocupa uma paisagem de rara riqueza ecológica e cultural. Antigamente inacessível e degradado, o parque passou de enclave privado a fragmento negligenciado dentro de um parque nacional. A sua recente regeneração representa um ponto de viragem: o Parque Drilon foi transformado num espaço público aberto, inclusivo e conectado, onde a restauração ecológica e a participação social caminham juntas.



Historicamente marcado pela exclusividade, o parque enfrentava desafios ambientais e culturais. Poluição das instalações de aquicultura e escoamento não tratado comprometiam a as suas nascentes, enquanto cercas e estradas interrompiam o fluxo natural da água. A regeneração tentou redefinir o local como símbolo de abertura, inclusão e cuidado ecológico.
A transformação ocorreu através da colaboração. Workshops com moradores da vila de Tushemisht, pescadores, agricultores e artesãos integraram conhecimentos tradicionais sobre ciclos sazonais e uso da água às decisões de planeamento. Autoridades públicas, ONGs ambientais e especialistas em hidrologia auxiliaram na restauração da qualidade da água e na estabilização das margens. Conflitos de interesse, como turismo versus conservação, foram resolvidos passo a passo, construindo consenso e confiança. O parque foi criado com a comunidade, não apenas para ela, garantindo responsabilidade compartilhada pela manutenção futura.
A água tornou-se protagonista. Foram removidas barreiras, e o sistema hidrológico foi reconectado à paisagem urbana e agrícola. Redes de canais, captações e nascentes foram restauradas, reduzindo a eutrofização e devolvendo à paisagem os seu carácter único. Técnicas suaves estabilizaram margens, filtraram poluentes e reintroduziram barcos tradicionais, oferecendo mobilidade de baixo impacto e contato íntimo com o ambiente aquático.
O impacto ecológico é amplo: biodiversidade aquática, aves migratórias e vegetação ribeirinha foram revitalizadas, e corredores ecológicos conectam o parque a lagos e áreas húmidas vizinhas. A resiliência climática também foi considerada: superfícies permeáveis, espécies nativas e adaptadas ao clima, e práticas construtivas sustentáveis reduzem a pegada de carbono e aumentam a capacidade de absorção de águas pluviais.
O Parque Drilon é democrático e acessível: caminhos e praças acomodam crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Espaços para reflexão coexistem com áreas de convívio e celebração, respeitando os percursos informais já existentes. O projeto também preserva a memória histórica, convertendo um local antes fechado num espaço de encontro, cultura e identidade comunitária. O parque apoia a economia local de forma sustentável, promovendo turismo, festivais e produção artesanal.
A lição central é o cuidado compartilhado. Envolver vizinhos, instituições e especialistas criou um modelo replicável de gestão de paisagens frágeis, mostrando que intervenções modestamente planeadas e colaborativas podem transformar fragmentos degradados em ecossistemas resilientes e socialmente inclusivos.
O Parque Drilon é, hoje, um exemplo vivo de como a arquitetura paisagística pode harmonizar natureza, comunidade e história, promovendo valores de cuidado, conexão e responsabilidade compartilhada para as gerações futuras.
A transformação ocorreu através da colaboração. Workshops com moradores da vila de Tushemisht, pescadores, agricultores e artesãos integraram conhecimentos tradicionais sobre ciclos sazonais e uso da água às decisões de planeamento. Autoridades públicas, ONGs ambientais e especialistas em hidrologia auxiliaram na restauração da qualidade da água e na estabilização das margens. Conflitos de interesse, como turismo versus conservação, foram resolvidos passo a passo, construindo consenso e confiança. O parque foi criado com a comunidade, não apenas para ela, garantindo responsabilidade compartilhada pela manutenção futura.
A água tornou-se protagonista. Foram removidas barreiras, e o sistema hidrológico foi reconectado à paisagem urbana e agrícola. Redes de canais, captações e nascentes foram restauradas, reduzindo a eutrofização e devolvendo à paisagem os seu carácter único. Técnicas suaves estabilizaram margens, filtraram poluentes e reintroduziram barcos tradicionais, oferecendo mobilidade de baixo impacto e contato íntimo com o ambiente aquático.
O impacto ecológico é amplo: biodiversidade aquática, aves migratórias e vegetação ribeirinha foram revitalizadas, e corredores ecológicos conectam o parque a lagos e áreas húmidas vizinhas. A resiliência climática também foi considerada: superfícies permeáveis, espécies nativas e adaptadas ao clima, e práticas construtivas sustentáveis reduzem a pegada de carbono e aumentam a capacidade de absorção de águas pluviais.
O Parque Drilon é democrático e acessível: caminhos e praças acomodam crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Espaços para reflexão coexistem com áreas de convívio e celebração, respeitando os percursos informais já existentes. O projeto também preserva a memória histórica, convertendo um local antes fechado num espaço de encontro, cultura e identidade comunitária. O parque apoia a economia local de forma sustentável, promovendo turismo, festivais e produção artesanal.
A lição central é o cuidado compartilhado. Envolver vizinhos, instituições e especialistas criou um modelo replicável de gestão de paisagens frágeis, mostrando que intervenções modestamente planeadas e colaborativas podem transformar fragmentos degradados em ecossistemas resilientes e socialmente inclusivos.
O Parque Drilon é, hoje, um exemplo vivo de como a arquitetura paisagística pode harmonizar natureza, comunidade e história, promovendo valores de cuidado, conexão e responsabilidade compartilhada para as gerações futuras.









